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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Francisco e Medjugorje: sim, não, não sei, talvez...



A linguagem modernista tem um padrão típico: ambivalente, ambígua, escorregadia, confusa, incerta, dando margem a inúmeras interpretações ao gosto do freguês do dia.  

Que Francisco é um modernista até as pedras o sabem. Lamentável o estrago que faz nos corações distraídos, ingênuos ou fracos. 

Mais um passeio de avião com jornalistas e mais uma saraivada de idiotices que saem de sua boca, de caso pensado ou não. A bola da vez é Medjugorje. 

Como já dissemos aqui, é mais do que evidente que se trata de uma fraude, e desde o começo. Francisco, ao invés de nos confirmar na fé e nos dar certezas, responde sobre a questão com muitos "mas... mas...", bem ao estilo dele, sobretudo em questões de fé. Copio, abaixo, a notícia de um dos sites que a veicularam:  

No marco dos 100 anos das aparições da Virgem de Fátima, durante seu vôo de regresso a Roma, o Papa Francisco expressou pela primeira vez sua opinião pessoal sobre as presuntas aparições marianas do Medjugorje, na Bosnia-Herzegovina. 
O Santo Padre explicou que “todas as aparições ou as supostas aparições pertencem à esfera privada, não são parte do magistério público ordinário da Igreja”. 
No caso de Medjugorje, recordou, Bento XVI estabeleceu uma comissão “de bons teólogos, bispos,  e cardeais, dos bons, dos bons”, presidida pelo Cardeal Camillo Ruini. 
“Ao final de 2013 ou ao início de 2014 recebi do Cardeal Ruini o resultado”, disse. 
“O relatório Ruini é muito, muito bom”, destacou. 
O Papa precisou que no caso de Medjugorje “deve-se distinguir 3 coisas: as primeiras aparições, quando eram crianças. O relatório mais ou menos diz que se deve continuar investigando isso”. 
Sobre as “supostas aparições atuais”, disse Francisco, “o relatório tem suas dúvidas”. 
“Eu pessoalmente sou mais malvado, eu prefiro a Virgem Mãe, nossa Mãe e não a Virgem Chefe do Escritório Telegráfico, que todos os dias envia uma mensagem a tal hora. Esta não é a Mãe de Jesus”. [Nisso, está completamente certo, uma Nossa Senhora despachando todos os dias, há anos, neste ou em outros locais pelo mundo que alegam receber mensagens dEla, se repetindo no que já disse ou inovando, inclusive modificando a doutrina da Igreja, eu também não creio; contudo não é uma "preferência" minha, mas o que a Igreja ensina.]
“Estas supostas aparições não têm tanto valor [ou tem ou não tem valor para os católicos, não há, em termos de fé, uma graduação nisso, como no caso de uma gravidez: ou a mulher está grávida ou não está!], e isto o digo como opinião pessoal, mas está claro”, assinalou. 
“Quem pensa que a Virgem dizia: ‘venham que amanhã a esta hora direi uma mensagem a essa gente’? Não, distingue-se 2 aparições”. 
O Papa precisou ainda que “o centro do relatório Ruini é o fato espiritual, pastoral, pessoas que vão ali e se convertem, gente que encontra a Deus, que muda de vida, mas para isto não há uma varinha mágica ali”. [Bom fora da Igreja não há salvação, nem milagres. Nas seitas protestantes também há uma infinidade de "conversões", de mudança de vida, de prodígios extraordinários... Mas, que conversões são essas? De fato, o que se vê em Medjugorje é um turismo espiritual bem sucedido.]
“E este fato espiritual, pastoral, não se pode negar”, asseverou. [Claro que Chicão não pode negar, é o cerne da heresia ecumenista.]
“Agora para ver as coisas com todos estes dados, com as respostas que me enviaram os teólogos, nomeou-se este bispo bom, bom porque tem experiência [redefinindo o significado de "bom", coisa de TL], para ver como vai a parte pastoral. E ao final se dirá algo”, assinalou referindo-se a Dom Henryk Hoser, nomeado este 11 de fevereiro como “enviado especial” a Medjugorje. (Cf. aqui)
Assim, resumidamente, para Francisco, Medjugorje é verdadeira e duvidosa (ou falsa) ao mesmo tempo. "Verdadeira", na fase em que as crianças eram pequenas, e duvidosa agora, porque Nossa Senhora não viria todos os dias bater ponto para falar e falar e falar. 

Bom, há uma série de outros jornais mostrando outras facetas dessa declaração, mas não vou perder mais tempo com isso. Apenas uma nota sobre o outrora inteligente vaticanista Antonio Socci, o qual deixei de ler faz tempo, pois ficou evidente que perdeu a serenidade de espírito para falar sobre Francisco, que ele simplesmente odeia; além do ridículo de ter Bento XVI como verdadeiro papa. Os tradcons são infantis. Sem serenidade de espírito, a busca pela Verdade para. Sem isso... nada mais resta do que a ruminação de rancores e a perda de objetividade. Só posso esperar que ele siga o caminho de Gnocchi para não perder o pouco de credibilidade que ainda possa guardar.   

A entrevista completa, em inglês: aqui




 

2 comentários:

  1. 100 anos de Fátima e eles vão atrás de Medjugorje... Deviam dar enfase na mensagem de Fátima e trabalhar com as crianças a história dos 3 pastorezinhos. Quem sabe assim teríamos mais crianças em alto grau de santidade como as crianças de Fátima. Já os videntes de medjugorje tem uma aparência esquisita. Não me passam segurança! Sorridentes demais pro meu gosto. Lucia e os priminhos dela eram mais sérios. Aprendi com uma tia minha e com um professor que gente que sorri demais ou é doido ou é falso ou é bobão e fácil de se enganar...

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    Respostas
    1. A sabedoria popular tem certa relevância, pois nasce da observação. Minha mãe dizia: "muito riso, pouco siso"... Infelizmente, contra os videntes da Gospa tem acusações mais sérias do que sorrir demais. Em que pese que o católico deve ser alegre, pq tem a Promessa de Cristo. A virtude está no meio.

      Francisco não tem catequese alguma, como pode confirmar-nos na fé? Parece não saber o básico da doutrina...

      Pelas notícias que tenho, nas aulas de catequese não se ensina mais sobre doutrina uma vez que o "deus" deles só tem misericórdia sem justiça, e o paraíso é para todos... Ainda bem que não pertenço a essa seita.

      Bom descanso!

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